A vassoura e o futuro (The broom and the future)

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A vassoura e o futuro
 
Quer coisa mais chata que pegar em plástico com a mão molhada? Gruda e não solta! Eu sou mestra nisso. Com o tempo, vou treinando até que eu passe a enxugar as mãos antes de fazer certos serviços de dona de casa. Outra coisa que eu quero demais e bota demais nisso, é uma vassoura nova. As que eu tenho não existem bruxas que consigam montar. Como eu sou uma bruxa de alta qualidade, tenho que arrumar uma vassoura daquelas antigas, que realmente varrem e não deixa nada pra trás. É a mesma coisa daquele caso que falei da roupa no varal, exalando cheiro bom pela casa inteira. Eu estou me tornando cada dia mais exigente. Só o que me falta é começar a cozinhar com receita. Primeiro, comprar os ingredientes, levando a receita impressa. Depois, ver se tem recipiente correto. Eu não tenho quase nada, estou comprando as panelas, tampas, fritadeiras, forno elétrico, cafeteira, tudo isso bem devagar. Vai que eu desisto de cozinhar e volto a escrever em tempo integral! Mas tem uma coisa que eu adoro fazer, que é arrumar a casa. Gosto de pequenos detalhes, de cores combinando, vermelho com vermelho, verde com verde, laranja com laranja... E depois borrifar um cheiro de flor do campo. Tudo isso com a supervisão da Nina. Ela vai olhando. Se ela desconfiar que eu jogarei o seu pão velho fora, ela é mais rápida que um avião.
 
Nossa... Falando em avião, meu coração está em pedacinhos. Que negócio doido é esse momento que o Brasil está vivendo? Que pena ver os meninos sem pai. Que pena que nossos governantes têm tanta gana de poder, de aparecer. E a lição que todos aprendem disso tudo... Olha que eu não suporto política partidária. Fazemos política na vida, em todos os momentos, mas é outro tipo. Estou cansada de Lulas, Dilmas, abraços falsos, gente catando voto deste povo sofrido nas feiras livres. O Brasil precisa de alguém que faça uma agenda. O que é "prioritário primeiro" ! Todo o resto vem depois. Será que é tão difícil assim? E achar um candidato bem sério, que não queira apenas enriquecer... É como procurar agulha no palheiro. Nesta época de incertezas, a maioria dos homens e mulheres continua competindo, preocupada em aumentar sua conta bancária,  anelando seus dedos com joias caras, usando roupas de grife (tudo made in China) e que fazem nada na vida, a não ser falar da vida dos outros e acharem que sabem tudo.
 
Tem aquela história do significado da missa de sétimo dia. Dizem os antigos que os sete dias representam o tempo que a ficha vai cair e os que partiram vão seguir o seu caminho na eternidade. Já para os que ficam a finalidade é fazê-los acordar para a continuação da vida terrena. Em suma, sentir saudades boas, mas pensar no que pode ser feito para melhorar um pouco mais. Num tempo que vai muito longe, fazer igual à tia  Maria, que ficou com cinco filhos para criar e obteve alimentos e educação para eles com o uso de uma máquina de costura.
 
Comecei falando de minhas experiências com o uso de uma vassoura  e acabei desabafando.
 
Tragédias à parte, respeitar a dor do outro é ato nobre.
 
Sunny L