Rumos (Especial)





Este poema foi escrito a partir do texto recebido de uma pessoa muito especial, que estava passando por momentos de intensa reflexão. Que bom que está tudo bem agora!

RUMOS
Sunny Lóra

Quero que me mostres,
como agora,
O que, em silêncio,
guardas dentro de ti.

Quero ver tudo com clareza
Aquilo que agora me falas
sem receio,
puro, machucado, mesclado
em dores sem fim...

Quero ler o que te transborda,
O que leva a alma à ânsia,
Quero entender o absurdo do amor
Jogado no espanto da tua vida
Apenas por ti, escolhida...



FATALIDADE PREVISÍVEL.

Os pósteros? Esses que se embebedem do acaso! Como me ofertaram, em holocausto, os obstáculos, num tempo que sorvi, gota a gota, com sofrimento, mas isento de mágoa; assim também que se purifiquem eles!

Sem a clausura imemorial dos hipócritas que temem o momento seguinte, e nem se dão conta de que trilham, ainda, o presente. Não há final, com ou sem desejo, antes de, no rosto, a vergasta do tempo impor sua marca tenebrosa, tangível e indelével. Do corpo à alma o liame da justa razão é que faz vinculação expressiva, inevitável e permanente.

E nessa fatídica constatação, percebemos por voláteis momentos, que o etéreo é o propulsor da matéria e do intocável pelo mortal. Inexiste perfeita lógica afastada da perplexidade do exato!
É o que está! Assim como mostrado e pronto! O que se foi, embora não sabido, previsível era porque em tempos imemoriais em fogo fora concebido, traçado e executado.

E nós, partículas infinitesimais, verdadeiramente espectros diante do incomensurável e incompreensível sideral, portamo-nos igualmente naus sem rumo num mar de ilusões, sonhos e quimeras. E nos perdemos na grandiosidade de nosso nada.


Sexta-feira de 20 de janeiro, 2012