Loba solidão




Loba Solidão


Não sem muita freqüência, eu digo
Na verdade, quase todos os dias,
E “quase” não significa “sempre”,
Vem uma Loba me comer!
Eu tiro o Chapeuzinho de menina que sou
De tranças louras e longos fios, uma fadinha,
E digo, sorrindo - - às vezes, chorando, confesso!

- Bom dia, Lobinha! Pensas que me comes?
Enganas-te, sou mais esperta que tu és!
Loba Solidão, tu és uma Boba!

Cheguei aqui muito antes de ti,
Minha colcha de retalhos já se vai velha!
Dezenas de colares de pedrinhas,
Livros de todos os tipos (tem alguns bons)
Musica ecoa enquanto o sol me aquece,
Meus pés me levam a caminhos que quero,
Não preciso vestir-me de longas capas,
Minhas flores crescem ao som de pássaros,
E muitos Lobos e Lobas me invejam!

Loba Solidão, tu és uma Boba!
Se quiseres, podes servir-te de um café
antes de ir-te embora...


Sunny Lóra, em prosa.
Quinta feira de janeiro, 2012