Voando, sem asas



Não via nada mais bonito!

Ama o Sol, meu coração dizia.
Navega na praia onde ele se deita,
acalma teu querer, sonho em poesia!

Ria das tuas bobagens, tão sérias.
Eras tu minha referência de vida,
Um abrigo quente, sonho iluminado...

Não via nada mais bonito!

Barco à deriva, telhado da minha casa,
pássaro que mais amava, um bem te vi!
Como amava o teu suspiro ardente...

Não via nada mais bonito!

Meu Cronin em Cidadela(*) definitiva
Quem entenderia esse meu querer?
Telas de sonhos pintados, mesmo em cinza!

Não via nada mais bonito!

Anjo eu era, mesmo sendo outono,
folhas coloridas, caindo em riachos,
peixinho te fiz, amor meu...





(*) J.Cronin escreveu um dos livros mais bonitos que já li: "A Cidadela".