Essa tal felicidade



Devagar, contorno uma imagem adormecida
Sigo as passadas que talvez sejam as minhas,
Deixo um rastro leve nesta palavra comprida
Desconhecida, como tantas quietas Capelinhas...

Benditos momentos de alegrias corriqueiras
Debruçados sobre as nossas tantas fantasias
Fatias de grandes sorrisos como companheiras
Palmilhando céus azuis em todas as travessias.

Mãos afagadas ao longo de toda uma vida
Abraços envoltos nas sombras deslumbrantes
Essência de amor acolhido em missão cumprida
Graciosa e travessa, bato as minhas asas flutuantes!
Se eu não fosse assim tão atrevida, ouviria sua voz!
Felicidade pode ser gente, imagem, papel de seda
Luzes faiscantes de viver, tempo que passa veloz
Danças de céus, horizontes vermelhos na alameda...

 (Achei este poema que fiz ano passado e acabei gostando dele)